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O ambiente é algo muito comum e característico em nossas vidas, deixá-lo é algo sempre inseguro e trás muita ansiedade. É o conhecimento que dá segurança. A conhecida rotina, uma vez quebrada, sugere uma mudança de ambiente, que só te dá uma certeza, jamais será a mesma coisa. Só ultrapassando a fase de instabilidade e propondo-se a mergulhar no "mundo novo", podemos nos oportunizar o descobrimento e o crescimento pessoal.
Fazer uma viagem gera tudo isso, e se for uma viagem profissional, então, nem se fala. Ficar um período em companhia de desconhecidos, pessoas que tem vidas distantes e distintas, mas que por um espaço de tempo conviverão. Brevemente, descobre-se que as aparentes diversidades são recheadas de similaridades e que a melhor forma de aproveitar esse convívio é a troca de experiência.
Vivendo num país continental como o nosso, num encontro de profissionais de diferentes estados, ainda temos mais uma surpresa, a multiplicidade de sotaques. É uma delícia! Cada um, a seu modo, dá aos demais uma pitada de cultura regional.
Da metade ao final, bate a saudade de casa, da família, dos amigos, do seu ambiente. A rotina te faz falta. Resta curtir mais um pouco a novidade e, inevitavelmente, ficar contando as horas.
Chega o grande dia! É hora da despedida. Aquela indiferença dos primeiros dias é troca por gestos de carinho e desejos de bom retorno e boa sorte. Depois, a chegada. E você delira com o reencontro. O conforto do seu ambiente o revela ser o melhor lugar do mundo.
E você? Você não é mais o mesmo, é melhor e mais experiente. E tem a obrigação de demonstrar isso, para que toda essa "aventura" tenha valido a pena.
Voltar para o trabalho depois de um tempo fora é uma experiência muito interessante para qualquer profissional. Principalmente, por dela, originarem-se várias sensações.
No início tudo é felicidade e com todos aqueles desejos de “seja bem-vinda!” você acaba se perguntando: Como conseguiu ficar tanto tempo longe daquela gente e daquele universo maravilhoso?
Mais algumas horas e vem a sua mente uma culpa por perceber o cansaço e stress de todos, enquanto que você está tão disposta e feliz. Opção A: incorporar imediatamente o perfil do funcionário padrão. Opção B: tentar contagiar todos com seu entusiasmo, identificando os novos projetos e o quanto será divertido desenvolve-los.
Mesmo escolhendo a opção B, tome cuidado, vá com calma e não se frustre com possíveis mal-entendidos. Então, caso um ou outro lhe ataque despejando em você toda sua ira e desdenho sobre sua motivação irritante... paciência. Lembre-se que você está numa posição privilegiada e, sendo assim, está mais bem preparado para administrar este conflito.
Por fim, chega a hora de absorver todos os conhecimentos e acontecimento gerados na sua ausência, o que deve acontecer da forma mais rápida possível, sob pena de você ficar boiando numa reunião, não saber responder a consulta de um companheiro, ou pior, não poder participar das conversas na copa.
Pronto, agora, devidamente incorporado ao seu mundo, vem a última e definitiva sensação do seu retorno, aquela lhe faz pensar que você nunca saiu daquele ambiente. E aí, não mais que repente, você começa a ter que refletir por um instante quando algum atrasado lhe pergunta: - Como foram suas férias? Deu para descansar?
Parece brincadeira, mas inicio este blog sobre vida profissional, falando sobre férias. Será que é por que estou de exatamente férias?
Pois bem vamos lá... Férias é o momento em que o profissional merecidamente se desliga de seus afazeres e resolve curtir um pouco da sua vida. Todo esse prazer se resume no fato do profissional tornar-se nesse período o dono de suas 24 horas. Sim, pois pasmem, depois do homem se tornar um trabalhador as suas horas não lhe pertencem mais, nem mesmo aquelas em que está fora do seu posto de trabalho, muitas vezes consumindo minutos preciosos de seu descanso, com pensamentos sobre os problemas que terá que resolver quando voltar.
Mas voltemos às férias... Um desejado ciclo onde nos dias anteriores: trabalha-se dobrado para deixar tudo em dias. Nos primeiros dias: aquela sensação de vazio. Depois: "desbunde". Nos últimos dias: sensação de vazio. E nos primeiro dia de trabalho: muita preguiça.
Férias...férias...férias, essenciais e rápidas como o salário do mês. Curti-la é o melhor a fazer, seja viajando, seja consultando, seja dormindo, seja em frente a TV. Pois o que importa é a impagável sensação de retornarmos a ser o dono de nossas vidas.